segunda-feira, 4 de outubro de 2010

TODO CENSOR SERÁ CASTIGADO


Agora que a eleição no Paraná se foi, este blogo devolve ao seu merecido lugar bost que antes bostei (desculpe, estou gripado).

Não bastasse a proteção da Fat Family – um bando de seguranças rotundos que age com truculência dantes nunca vista em período democrático -, eis que o candidato ao governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), se serve agora também de processo na Justiça Eleitoral para amordaçar blogs de oposição. No caso, a página do jornalista Esmael Morais (www.blogdoesmael.com.br) na internet.

Por óbvio, não há santos na lida. Esmael Morais escorou-se no pedetista Osmar Dias e, antes, no governador Orlando Pessuti (PMDB), então pré-candidato ao governo, para disparar contra as linhas de frente tucanas. Seu soldo, ao que consta, viria da estatal Sanepar.

Já Richa conserva à sua volta um grupo de correligionários que, salvo engano, estão longe de representar a “Madre Tereza de Oh Calcutá.”

Dito isso a decisão, acatada pela Justiça Eleitoral do Paraná, sempre disposta a cumprir o ritual de afagabas afagabus aos poderosos (vide o processo que culminou com o deferimento da candidatura de Francisco Simeão, 1º suplente do concorrente ao Senado, Roberto Requião), suspendeu o blog, sob a alegação de que o jornalista estaria “abalando emocionalmente” Richa e sua família. Ora, ora.

O que Esmael Morais divulgou no blog é notícia corrente, que só não ganhou as páginas da “grande imprensa” por conta do Ensaio Sobre a Cegueira que se abate sobre a mídia do Paraná sazonalmente. Em período eleitoral, até o Indústria & Comércio, que julgava-se descansando nas catacumbas, emerge revigorado e impresso em quatro cores. Nem Lázaro! Nem Lázaro!

O que Morais fez foi levar a público o caso cabeludo envolvendo o filho de Beto Richa, Marcello Richa, ora presidindo sem expressão maior a Juventude do PSDB do Paraná. A prática do grupo, aliás, é condenável. Só apoia aqueles candidatos que garantem cargos comissionados a seus membros. Um belo exemplo democrático.

Pois Marcello não conseguiu obter o diploma de Direito na Universidade Positivo, porque plagiou descaradamente uma monografia da Universidade Estadual da Bahia. O processo acadêmico ainda corre na instituição.

Marcello, o primogênito de Richa, nem chegou a defender a monografia na banca, uma vez que o professor de Direito Penal, Alessandro Silvério, detectou o plágio com uma simples consulta à internet, e o reprovou imediatamente.

Pior. A turma de Direito de 2009 escolheu como patrono o ex-governador José Richa (falecido em 2003) e Beto Richa foi o encarregado de representar o pai. Na hora da entrega dos canudos, faltou um. Justamente o filho (e neto), alijado da formatura por conduta acadêmica reprovável.

Comenta-se que a família Richa teria processado a Universidade Positivo, usando de prerrogativas duvidosas, o que não é confirmado. Comenta-se também que a Positivo teria contratado o jurista René Dotti para defendê-la, o que por si só seria um embate interessante e, quem sabe, uma aula para Marcello Richa nunca esquecer.

Quanto ao caso dos cobertores da FAS que Fernanda Richa doou em junho, com propósito eleitoreiro, é caso conhecido e devidamente punido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. (TRE-PR).

O que causa estranheza é que só agora, na reta final da campanha, Richa se julgue “abalado emocionalmente” e obtenha, junto à Justiça Eleitoral, a proibição do blog, quando este expressou, ainda que à sua maneira, apenas a verdade dos fatos.

Afora isso, o ato de truculência perpetrado pela coordenação de eventos da campanha, no sábado (21), ainda está para ser deglutido por humilhados e ofendidos. É impressionante que um concorrente de livre trânsito na cidade de Curitiba e em outras cidades do estado, necessite de tonton macoutes para abrir espaço nas suas caminhadas eleitorais. Foi o que ocorreu neste dia. Até agora, o QG da campanha se mantém em silêncio sobre as denúncias publicadas na imprensa e sobre o tal Zero (à esquerda) que comanda o grupo. Esperemos que todo troglodita seja castigado. E todo censor também.

2 comentários:

Anônimo 4 de outubro de 2010 21:29  

Graças Deus meu voto não foi para este cidadão q se diz correto em "todas" ações, alias não foi para nenhum...só votei porque sou obrigada, porque a democracia me obriga. Então na lei do livre arbitrio e na confusão de tanta falta de ética votei nulo...e nao me arrependo!

Anônimo 22 de dezembro de 2016 06:28  

Curioso que postei no Google + esse artigo em 3 ocasiões e meu post desaparece das páginas... Muito estranho mesmo... No Facebook não há esse problema...

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